Com gols contra, Corinthians empata e amplia jejum antes do Derby
© Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
O Corinthians não conseguiu reagir no
início da semana que terminará com o clássico contra o Palmeiras. Na noite
desta segunda-feira, no encerramento da oitava rodada do Campeonato Paulista, o
time derrotado por Santo André e São Bento em seus compromissos anteriores não
passou de um empate por 1 a 1 com o Red Bull Brasil no Moisés Lucarelli.
Monótono na etapa inicial, o jogo
teve dois gols contra na final. O primeiro foi de Tiago Alves, do Red Bull para
o Corinthians, completando um chute cruzado de Clayson para dentro. Juninho
Capixaba retribuiu o presente ao cabecear a bola para o alto quando Cássio
deixava a meta.
O resultado levou o Corinthians aos
13 pontos ganhos, ainda na liderança do grupo A do Estadual. O atual campeão,
entretanto, ficou ainda mais pressionado às vésperas de enfrentar o seu grande
rival. O Derby da tarde de sábado será em Itaquera.
Já o Red Bull contabiliza agora 11
pontos na chave D – o líder Santos totaliza 14 – e só voltará a atuar pelo
Campeonato Paulista na segunda-feira que vem. O adversário será o Ituano, no
Novelli Júnior.
O jogo – O Corinthians até
animou a sua torcida no início da partida contra o Red Bull. Se levou um susto
quando o veterano Éder Luís acertou o ferro de sustentação da trave em uma
tentativa de fora da área, o time visitante carimbou o goleiro Julio Cesar –
ele mesmo, campeão brasileiro como titular corintiano em 2011 – duas vezes em
menos de cinco minutos.
Na primeira, Júnior Dutra fez bom
passe para Rodriguinho chutar em cima do goleiro. Pouco depois, Clayson partiu
em velocidade pela ponta direita e finalizou cruzado, com ainda mais força.
Julio Cesar foi ao chão, zonzo, mas não sofreu o gol.
O goleiro não teria muito mais
trabalho nos minutos seguintes. Em pouco tempo, o Corinthians voltou a
apresentar o futebol acomodado das derrotas para Santo André e São Bento também
em Campinas. Era o Red Bull que ficava com a bola nos pés na maior parte da
primeira etapa.
Para resolver o problema da falta de
criatividade, o Corinthians recorria até ao volante Renê Júnior, testado no
lugar do preservado Gabriel, que se apresentava constantemente no ataque.
Camacho, ao contrário, não conseguiu cumprir a missão de melhorar o
aproveitamento de passes da equipe na vaga de Jadson. Ele errava tanto quanto
Rodriguinho, Júnior Dutra e os demais.
Dessa maneira, o Corinthians começou
a despertar insatisfação em alguns dos torcedores presentes nas arquibancadas
do Moisés Lucarelli já nos instantes derradeiros do primeiro tempo. Carille
resolveu entrar em ação. Fez o seu time voltar do vestiário para a disputa da
etapa final com a troca de Camacho por Maycon.
Deu resultado. Aos três minutos,
Fagner levantou a torcida com uma conclusão perigosa de longa distância, para
fora. Aos sete, o público, ainda de pé, passou a pular. Clayson recebeu a bola
na ponta e chutou no canto. A bola tocou em Tiago Alves, do Red Bull, e entrou,
trazendo alívio a Carille e aos seus jogadores.
Sem a pressão da busca pela vantagem
no marcador, o Corinthians se soltou em campo. Fagner chegou a passar a bola
entre as pernas do ex-corintiano Claudinho na lateral do campo, próximo de onde
estava concentrada a maior parte dos torcedores. O atacante acabou substituído
quase em seguida, por Thomaz.
Como já ensinava Tom Jobim, porém,
felicidade tem, sim, fim. A dos torcedores do Corinthians ruiu aos 23 minutos,
graças a uma trapalhada do já contestado Juninho Capixaba. O lateral esquerdo
cabeceou a bola para o alto quando Cássio deixou o gol e foi mais um a anotar
contra no Moisés Lucarelli.
Capixaba, que levou uma pancada, saiu
logo depois. Carille apostou na entrada de um novo volante, Gabriel, e deslocou
Maycon para a lateral esquerda. A última ficha do treinador causou muito mais
vibração entre os torcedores – o ídolo Emerson Sheik foi acionado no posto de
Clayson.
Aos 34 minutos, o Corinthians sacudiu
a rede outa vez, mas não valeu. Sheik brigou pelo alto com Everton Silva – e
cometeu a falta, na visão do árbitro Vinícius Furlan – antes de Rodriguinho
conferir em mais um lance frustrante do apático atual campeão paulista. Ao
apito final, vaias.
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