Carta aos advogados e advogadas brasileiros – por Geraldo Barral
Prezados colegas advogados,
A ORDEM
DOS ADVOGADOS CONSERVADORES DO BRASIL nasceu da aspiração de milhares advogados
que desejam um Brasil melhor, livre da corrupção e das doutrinações que ocorrem
a partir da educação escolar, invadindo as instituições do poder público e
disseminando a discórdia ao dividir a sociedade por classes cada vez mais rasas
e absurdas, desde aqueles tóxicos discursos do “nós” e “eles” proferido pela
figura à época máxima da república.
Recentemente,
tomamos conhecimento da existência de uma associação de advogados que se diz
“para a Democracia, Justiça e Cidadania”, entretanto, para a nossa perplexidade
e surpresa, identificamos que esta associação se alinha coma a ideologia de
esquerda e ingressara com uma esdruxula representação perante o Ministério
Público requerendo a interdição do Presidente Jair Bolsonaro, em uma peça
recheada de achincalhes, acusações pífias e odiosa.
Imaginem
colegas, como o dito nordestino: além do coice a queda. Além de o Presidente
enfrentar os políticos corruptos gananciosos por dinheiro público e o STF
descaminhado na proteção dos padrinhos, a estes se junta agora uma “associação
de advogados” que já começou com uma proposta pífia e que só faz mergulhar a
classe no abismo que o CFOAB nos lançou.
Este
fato nos causou enorme indignação e, ao mesmo tempo, nos despertou ainda mais a
necessidade de agirmos com mais eloquência, determinação e precisão cirúrgica
nas ações coordenadas, buscando assim fortalecer a nossa união em torno dos
ideais comuns.
Professamos
a ideologia de direita, somos conservadores e cristãos. No espectro
político-ideológico renegamos veementemente o socialismo marxista, stalinista,
gramscista, trotskista e toda e qualquer ideologia que pregue ou venha a pregar
o comunismo.
Apoiamos
a Operação Lava Jato e quaisquer outras que se estabelecerem com o objetivo de
punir os envolvidos em crimes de colarinho, de modo a livrar o nosso país da
corrupção sistêmica instalada a partir dos governos federais que antecederam ao
de Jair Messias Bolsonaro e que se alastrou por todas as instituições públicas
e privadas, inclusive atingindo de alguma forma a Ordem dos Advogados do Brasil.
É
inadmissível que a OAB, constitucionalmente destacada no art. 133 da CF/88 como
atividade indispensável à administração da justiça, tenha como dirigentes pessoas,
as quais, em lugar de defenderem a democracia, representar a advocacia de
maneira imparcial, pugnar pela paz social e lutar por justiça, envolvam o nome
da entidade em discussões político-partidárias, sobretudo aliando-se ao que de pior
restou da política nos últimos anos.
Pessoas
que desrespeitam o ocupante do cargo máximo do país, o Presidente da República,
com xingamentos, calúnias, injúrias e difamações e incitando a classe e a
população menos informada e ludibriada a agir da mesma forma.
É
inadmissível que o Presidente do CFOAB, que deve se pautar pela defesa incontinenti
da classe em todos os sentidos, destrate advogados e advogadas com desrespeito
e xingamentos e queira amordaçar os profissionais da advocacia que não coadunam
com seus posicionamentos e com os seus interesses pessoais
político-partidários.
Isto
é vergonhoso para todos os advogados brasileiros.
Das
atitudes do presidente do CFOAB, ao atacar novamente o Presidente da República por
sua atuação face à Pandemia em curso, resulta o que é de mais comezinho,
antidemocrático e criminoso que estamos acompanhando nos últimos dias: o uso político
de uma pandemia, que fragilizou a população, para tentar forçar o governo
federal a liberar verbas e à barganhas políticas, não obstante ainda as
tentativas de um golpe fajuto por parte de alguns políticos alinhados a uma
ideologia nefasta e assassina, promovido por aqueles de duvidosa índole e
caráter, com prejuízo direto à sociedade.
Diante
deste quadro funesto em que se encontra o país, nós, advogados verdadeiramente comprometidos
com a democracia e, portanto, desalinhados também institucionalmente do
posicionamento do atual Presidente do CFOAB e seu Conselho, conclamamos todos
os advogados que se alinhem a este mesmo pensamento a nos unirmos para
restabelecer o diálogo institucional da advocacia séria com o governo federal,
para a defesa de nossas prerrogativas e das próprias instituições, pela nossa
independência no direito de expressão e de atuar em defesa da governabilidade e
em apoio ao Presidente da Republica com o respeito que esta instituição merece
pois, foi sufragado nas urnas por quase 58 milhões de brasileiros os quais
também devem ser respeitados e apoiados por nós nos seus anseios.
O
tempo urge e passa da hora de os advogados descontentes com a situação, vendo a
velha política desfilar desafiando a lei e sustentando as mesmas práticas
espúrias do passado, se manifestarem e deixarem de ser escravos do silêncio e
do politicamente correto, ambos ameaçadores à nossa liberdade de expressão, dos
nossos direitos de ir e vir em liberdade e de professarmos a nossa posição
política, inclusive.
Por
que não? Porque continuaremos silentes e apáticos, meramente indignados nas
redes sociais, enquanto colegas que se alinham à esquerda criam mirabolantes
aventuras jurídicas em peças recheadas de ódio e rancor, em flagrante desordem
da nossa própria Instituição a qual outrora sempre fora o esteio de justiça
para a sociedade e respeitosa com as autoridades constituídas pelo povo? Por
que nos acovardar? Temos os mesmos direitos de expressar publicamente as nossas
discordâncias e preferências. Por que não? “A advocacia não é profissão de
covardes” dizia o advogado Sobral Pinto.
Percebam
antes que seja tarde, que os inimigos da pátria já não agem mais às sombras da
noite nos quartos de hotéis ou nas garagens dos Palácios. Aprisionaram o povo e
e estão agindo descaradamente à luz do dia. Precisamos de atuar com ações práticas. Agora,
a escolha é de vocês.
República Federativa do
Brasil, 3 de abril de 2020.
Geraldo Barral
Ordem dos Advogados Conservadores do
Brasil
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