Holanda rejeita confinamento como estratégia contra o coronavírus

O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, quer
promover a aquisição da "imunidade coletiva", rejeitando o
princípio do confinamento, como decretado em países como Itália e França.
Segundo ele, é preciso que um número máximo de pessoas desenvolva naturalmente
anticorpos para a Covid-19.
Mark Rutte acredita que muitos
holandeses serão infectados com esse coronavírus e quanto mais pessoas
estiverem imunes, menor a probabilidade que o contágio se dissemine entre
pessoas vulneráveis e idosos.
Além disso, para que o vírus
circule, não haverá confinamento, porque, segundo o
primeiro-ministro, um fechamento completo das fronteiras do país poderia durar
vários meses e até um ano, sem garantias de que a Covid-19 não voltaria a
atingir o país quando as medidas forem suspensas.
Por outro lado, essa imunidade
coletiva levará meses para ser desenvolvida e para dividir o pico de saturação
hospitalar, o governo holandês anunciou o fechamento de escolas, cafés e
restaurantes, além dos famosos coffee shops e bordéis.
Estoque de maconha
Conhecidos por serem bastante
disciplinados, os holandeses decidiram mesmo assim fazer estoques e muitos
deles correram especialmente para os coffee shops para garantir uma reserva de
maconha.
O consumo da droga é tolerado no
país. Mas o governo decidiu permitir a reabertura dos coffee shops, mas apenas
para que os consumidores possam pegar o produto e levar para casa. A medida
visa a impedir o tráfico de drogas.
França avalia decisão do governo
britânico
O primeiro-ministro francês Édouard
Philippe alertou na noite de terça-feira (17) que cidadãos britânicos podem não
ser autorizados a entrar na França até que medidas de confinamento não sejam
adotadas no Reino Unido.
Por outro lado, o governo do
primeiro-ministro Boris Johnson mudou de orientação, ao decidir pedir aos
britânicos que respeitem um distanciamento social ou pedindo que os cidadãos
evitem viagens consideradas não essenciais.
Essas medidas indicam uma mudança
em relação à estratégia indicada anteriormente de imunidade coletiva que
impunha restrições apenas a pessoas sintomáticas ou que retornavam de áreas de
risco.
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