“Não pratiquei nenhum ato ilícito”, diz prefeito de Patos sobre pagamentos do Estado
O prefeito interino de Patos, no Sertão paraibano, Ivanes Lacerda, afirmou não ter cometido nenhum ato ilícito no recebimento
salarial enquanto médico do Hospital Regional de Patos.
Ivanes esclareceu que protocolizou um requerimento (veja abaixo) à
Secretaria de Estado da Saúde, solicitando afastamento temporário das funções
de médico do Hospital Regional de Patos, com suspensão dos vencimentos por
fazer opção pelo subsídio de prefeito.
De acordo com o gestor, no final de setembro, o Estado deveria
suspender seus vencimentos, pagando
apenas os plantões realizados em agosto. Em outubro, não havendo mais plantões
realizados a serem pagos e com vencimentos suspensos, nenhum pagamento seria
devido. Ainda, segundo ele, o Estado a
partir de outubro não pagou plantões, mas continuou a pagar os vencimentos. “Somente fui tomar conhecimento do erro do
Estado no dia 5 de fevereiro do ano em curso, quando iniciei providências para
sanar a irregularidade”, disse.
Veja na íntegra a resposta do gestor:
Não pratiquei nenhum
ato ilícito!
Ao assumir o cargo de
prefeito, protocolizei um requerimento à Secretaria de Estado da Saúde,
solicitando o meu afastamento temporário das funções de médico do Hospital
Regional de Patos, com suspensão dos vencimentos por fazer opção pelo subsídio
de prefeito.
Apresentei em anexo
como prova de minha assunção, a ata de eleição e posse pela Câmara Municipal de
Patos.
É necessário informar
que cumpria minha carga horária, e ainda fazia muitos plantões extras, e estes
são pagos no mês seguinte.
Então, o Estado paga
antes do final do mês os vencimentos do mês ainda em curso e mais os plantões
extras do mês anterior.
Por exemplo: em 26 de
setembro paga-se os vencimentos do mês, mais os plantões de agosto que foram
realizados de 1 a 31 de agosto, e, assim por diante.
No final de setembro o
Estado deveria suspender meus vencimentos, pagando apenas os plantões
realizados em agosto. Em outubro, não havendo mais plantões realizados a serem
pagos e com vencimentos suspensos, nenhum pagamento seria devido. Ocorre, que o
Estado a partir de outubro não pagou plantões, mas continuou a pagar os
vencimentos.
Somente fui tomar
conhecimento do erro do Estado no dia 5 de fevereiro do ano em curso, quando
iniciei providências para sanar a irregularidade.
Confira o requerimento protocolizado pelo prefeito:
Da Redação


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