FAMÍLIA CARBONIZADA: Crime foi planejado pela filha e sua namorada, há 5 meses
Em um dos seus depoimentos à
polícia, Carina Ramos, 31 anos, afirmou que o assalto à casa da família encontrada carbonizada no ABC
Paulista começou a ser planejado ao menos entre setembro e
outubro do ano passado. As informações são do jornal Agora.
O crime cometido no último dia 28
resultou na morte do casal Flaviana e Romuyuki Gonçalves, além do filho Juan
Victor, de 15 anos. Carina é namorada de Ana Flávia Menezes Gonçalves, de 24,
filha do casal morto e irmã do adolescente.
Ambas foram presas no último dia
29 suspeitas de participação no crime. Também no depoimento, dado na
sexta-feira passada (31), Carina disse que Flaviana teria sido monitorada no
ano passado.
Segundo a namorada de Ana Flávia,
o primo dela Juliano Ramos Júnior, de 22 anos, é quem teria sido responsável
por seguir os passos da vítima. A suspeita deu três depoimentos contraditórios
à polícia desde sua prisão. No do dia 31, ela negou qualquer envolvimento com o
assalto e ainda afirmou que o primo a teria ameaçado caso contasse sobre o
crime.
No entanto, após Juliano ser preso
e confessar a participação dele e
das suspeitas no crime, Carina e Ana Flávia confessaram envolvimento
no planejamento do roubo, mas negaram ligação com as mortes, segundo o advogado
da dupla, Lucas Domingos.
De acordo com o depoimento de
Juliano à polícia, ele, Ana Flávia, Carina e mais dois comparsas se reuniram
para planejar o roubo à casa da família, em um condomínio fechado em Santo
André, também no ABC Paulista. O grupo tinha a informação de que a família
tinha R$ 85 mil guardados em um cofre na residência. Como não acharam o dinheiro,
Carina e Flávia concordaram em matar as vítimas.
Juliano está preso temporariamente desde
segunda-feira (3) e foi transferido para uma cadeia de presos
provisórios em São Caetano do Sul. Os outros dois presos são Guilherme Ramos da
Silva e Michael Robert dos Santos.
Investigadores responsáveis pelo
caso acreditam que o crime já esteja quase esclarecido. Na sequência, os outros
suspeitos precisam ser identificados e indiciados. Além disso, a polícia deve
enquadrar os suspeitos nos crimes a que eles responderão.


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