DIÁRIO DO ATIRADOR: Homem que matou 4 em campinas se dizia perseguido
A Polícia Civil tenta identificar as motivações que levaram
o atirador Euler Grandolpho a matar 4 pessoas na catedral de Campinas (100
km de São Paulo) nesta terça (11). Entre os objetos apreendidos no quarto do
Grandolpho pela polícia nesta terça (12) estão anotações em forma de
diário, tablet, dois gravadores, dois computadores e outros objetos pessoais.
Em um trecho do diário o atirador faz possível referência a
um massacre no Ceará e outro em Realengo.
"Passei com o meu cão em frente uma construção ao lado
de uma casa q os moradores tem uma veterinária e uma delas gritou com 'as
paredes': 'e aí Ceará', sobre o massacre ocorrido dias atrás. Ok. Hj, 31/01/18
passei por lá e falei alto com o celular desligado na orelha E AÍ
REALENGO", escreveu.
A referência provável é à chacina
ocorrida no dia 27 de janeiro deste ano em uma casa de shows de
Fortaleza onde 14 pessoas foram assassinadas. O crime teria sido fruto da
disputa por territórios de tráfico de drogas entre o PCC (Primeiro Comando
da Capital), o CV (Comando Vermelho) e o GDE (Guardiões do Estado).
Já "Realengo" é uma possível referência ao que
ficou conhecido como massacre
de Realengo, quando 12 crianças foram mortas e outras 11 ficaram
feridas na Escola Municipal Tasso da Silveira, na zona oeste do Rio, em
2011. O atirador era o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira,
que invadiu duas salas do 8º ano atirando com dois revólveres.
Em outro trecho ele escreve: "170 km/h foi condenado a
9,5 anos, qual será a pena p/ os viados q estão "ouvindo minha casa",
me perseguindo etc, etc, etc... há + de 10 anos? Uma viagem pelo mediterrâneo
com direito a acompanhante com tudo pago ?????"
O material está lacrado e alguns equipamentos eletrônicos
têm senha. O conteúdo está sendo analisado pela polícia no setor de
Homicídios de Campinas.

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