BUROCRACIA: Família aguarda liberação de corpo de jovem há mais de um ano na Paraíba
Uma família paraibana aguarda há mais de um ano a liberação
do corpo de um jovem que está na Gerência de Medicina e Odontologia Legal
(Gemol) de João Pessoa desde outubro de 2017, quando foi achado carbonizado na
cidade de Jacaraú.
Jeferson Gomes da Silva tinha 21 anos quando foi achado
morto, com o corpo queimado e com sinais de tortura em Jacaraú. A irmã dele,
Lúcia Gomes, explica que algumas cicatrizes antigas na perna,
Uma das partes do corpo que ficou preservada, identificam o
jovem. Uma testemunha que depôs à época do crime também afirma que se trata de
Jeferson.
Porém, de acordo com a família, esses depoimentos não seriam
suficientes para provar junto ao Gemol a identificação e posterior liberação do
corpo, que ainda não teve o laudo oficial publicado pois faltam exames de DNA e
da arcada dentária.
“Precisa do exame da arcada dentária. Eu fui no Departamento
de Medicina Legal e me informaram que a máquina estava quebrada. Em outra
ocasião, me disseram que estava faltando o material para fazer esse exame de
DNA para liberar o corpo. Nunca me deram prazo algum”, informou Fábio Holmes,
cunhado de Jeferson.
A equipe de reportagem da TV Cabo Branco foi, por duas
vezes, até o setor administrativo do Gemol, que está funcionando
temporariamente na Academia de Polícia Civil (Acadepol), no bairro de Jacarapé,
mas ninguém no setor quis falar com a equipe. O G1 e a TV Cabo Branco tentaram
falar com Cristiane Helena, chefe do setor de Medicina Legal do Gemol, mas as
ligações não foram atendidas até as 11h30 (horário local) desta quarta-feira
(12).
A família de Jeferson pede que o corpo seja liberado para que a história possa
chegar a um fim. “Para nós familiares é uma tristeza, uma angústia, e uma
decepção a se juntar com tudo que o crime, por si só, já causou de danos
emocionais. Pedimos uma conclusão desse caso para que possamos sepultar, com a
mínima dignidade possível, esse ente querido que é meu irmão. A família
necessita disso. Trata-se de um direito, de dignidade”, diz Lúcia Gomes.
Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

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