PT vai conversar com PSB, PCdoB e PROS para fechar aliança
Após conversar com o PCdoB para uma aliança na campanha
presidencial, o PT fará uma nova investida tentando um acordo com o PSB na
disputa das eleições 2018. Durante reunião da Executiva nacional do partido, a
presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que vai
procurar novamente o PSB para uma conversa na semana que vem.
Em mais uma tentativa de atrair os pessebistas, o PT adiou
para 2 de agosto os encontros estaduais que definiriam candidaturas em Estados
como Pernambuco, Amazonas, Amapá, Paraíba, Maranhão, Tocantins e Rondônia. A
ideia é aguardar a posição do PSB para se posicionar nesses lugares. Além do
PCdoB e do PSB, o PROS também foi citado pela dirigente petista no pretenso
arco de alianças.
Em outro aceno em direção ao PSB, Gleisi afirmou que o
partido não fará um embate direto com o governador Márcio França (PSB),
pré-candidato à reeleição em São Paulo. Ela negou, no entanto, um acordo para
abrir mão da candidatura de Luiz Marinho na corrida estadual. "Nosso
embate aqui é com o Doria e com o Skaf, com essas figuras. Se tivéssemos uma
aliança com o PSB agora, a possibilidade de estarmos juntos no segundo turno (em
São Paulo) seria muito grande."
O PT pretende registrar a candidatura do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, no dia 15 de agosto. A
escolha do vice, disse Gleisi, pode ocorrer tanto na convenção do partido,
marcada para dia 4, como no dia do registro. A possibilidade de outro partido,
em caso de aliança, indicar o nome para a vice de Lula é "muito
grande", reforçou Gleisi.
Plano de governo do
PT conversa com o povo, diz Gleisi
Ao falar sobre o programa de governo do PT para a campanha
presidencial, a presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann,
afirmou nesta sexta-feira que os pontos do plano do ex-presidente Lula da Silva
conversam "com o povo", e não com o mercado financeiro.
"O nosso pressuposto é sempre ter responsabilidade
fiscal com responsabilidade social. Nós já governamos o País. Todo mundo sabe
como trabalhamos as contas públicas e nós temos que falar com o povo, e não com
o mercado", disse Gleisi.
Na área econômica, o plano propõe intensificar a oferta de
"crédito barato" a famílias e empresas, fazer uma reforma tributária
que promova justiça fiscal e revogar as medidas do governo Michel Temer, como
as mudanças legislativas e as privatizações.
A líder petista afirmou que o programa "é um dos mais
avançados" que o PT fez desde 1989. Pela primeira vez em um plano de
governo, por exemplo, está a proposta de "redemocratização dos meios de
comunicação de massa", bandeira história de setores mais radicais do
partido. Gleisi explicou que se trata de uma "regulação econômica" da
mídia. "Na realidade, é uma proposta super liberal. Todos os países
desenvolvidos regulam seus meios de comunicação, então não é novidade nenhuma,
é regulação econômica."
O programa ainda será detalhado até o próximo dia 26, quando
a equipe coordenada pelo ex-prefeito Fernando Haddad deve finalizar a primeira
versão do plano de governo com a coordenação de campanha.
PT não assina
compromisso no TSE sobre fake News
Ao comentar o fato de o PT não ter assinado o compromisso do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a disseminação de notícias falsas, as
chamadas fake news, Gleisi disse que há um temor de que a fiscalização do TSE
recaia sobre sites de notícias de esquerda. A informação sobre a ausência do PT
no compromisso foi relevada pelo jornal Valor Econômico. "Queremos
saber quais são as regras", pontuou Gleisi, reiterando que o partido e ela
sempre se colocaram contra fake news e são vítimas da disseminação de informações
falsas.
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