Presidente não tem nada a esconder e está indignado", diz Marun
Foto: Reprodução
O ministro da Secretaria de Governo,
Carlos Marun, disse que o presidente Michel Temer ainda não foi notificado
oficialmente da decisão do ministro Luís Roberto Barroso, que autorizou a
quebra do sigilo bancário do presidente.
Em entrevista à imprensa, Marun disse
que o presidente está “indignado” com o fato. “O presidente vai divulgar seus
extratos, não tem nada a esconder, mas encontra-se contrariado, e indignado
até, por essa decisão que nós consideramos completamente indevida,
principalmente pelo fato deste inquérito não possuir base fática alguma para
justificar uma medida como essa”.
Em nota, divulgada na noite de hoje
(5), a Presidência da República informou que Temer irá solicitar ao Banco
Central todos os seus extratos bancários e a divulgação desses.
"O presidente Michel Temer
solicitará ao Banco Central os extratos de suas contas bancárias referentes ao
período mencionado hoje no despacho do iminente ministro Luís Roberto Barroso.
E dará à imprensa total acesso a esses documentos. O presidente não tem nenhuma
preocupação com as informações constantes em suas contas bancárias", diz a
nota, assinada pela Secretaria Especial de Comunicação Social.
O ministro Carlos Marun não precisou
quando as informações sobre os extratos bancários do presidente serão
divulgadas. “Não fomos notificados disso, mas entendemos que as notícias são
verdadeiras”.
Barroso é o responsável no STF pelo
inquérito que investiga o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por
meio da edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado
pelo presidente Michel Temer em maio do ano passado. Na ação, além de Temer,
são investigados o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Antônio
Celso Grecco e Ricardo Mesquita, donos da Rodrimar, empresa que atua no Porto
de Santos.
Em janeiro, ao responder por escrito
aos questionamentos dos delegados responsáveis pelo caso, a defesa do
presidente Temer declarou que ele nunca foi procurado por empresários do setor
portuário para tratar da edição do decreto, tampouco autorizou qualquer pessoa a fazer tratativas em
seu nome.

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