Polícia prende médico suspeito de estuprar pacientes em UPA
Foto: Reprodução
O médico suspeito deestuprar
pacientes em uma Unidadade de Pronto Atendimento (UPA), no Recife, foi
preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (2). Segundo os investigadores,
foram registradas mais de sete denúncias contra ele nos últimos dias. Uma jovem
de 18 anos foi a primeira vítima a procurar a polícia, no dia 21 de
fevereiro.
O suspeito foi identificado como Kid
Nelio Souza de Mello, mas a Polícia Civil informou que detalhes da prisão só
devem ser divulgados em coletiva de imprensa na tarde desta sexta.
Na consulta ao site do Conselho
Regional de Medicina em Pernambuco (Cremepe), é possível ver que o médico
transferiu o registro profissional do Rio Grande do Norte para Pernambuco e tem
como especialidades traumatologia e ortopedia. O G1 tenta localizar a
defesa do suspeito.
Chefe da Polícia Civil, Joselito do
Amaral já
havia dito, em entrevista nesta semana, que eram "grandes as
possibilidades" de o médico ser considerado um criminoso em série, dado o número
de denúncias que estavam chegando às autoridades.
Entenda o caso
A primeira vítima declarou, em
depoimento, ter sido molestada pelo médico no dia 21 de fevereiro. A direção
da UPA afastou o suspeito das atividades na unidade e afirmou que iria
"tomar todas as medidas cabíveis".
A jovem havia mencionado que foi
atendida por um médico traumatologista e que o crime ocorreu quando ela voltou
ao consultório em que foi atendida para mostrar um exame de raio-X. Segundo a
delegada da Mulher, Gleide Ângelo, a vítima estava muito nervosa quando chegou
à delegacia e não conseguia falar com detalhes o que aconteceu. Assim que ela
relatou o estupro, foi direcionada aos exames.
Na quinta-feira (22), a polícia
divulgou que estava investigando a existência
de uma possível segunda vítima. As investigações sobre o caso correm sob
sigilo, com a chefia da delegada Ana Elisa Sobreira, que afirmou ter feito as
ouvidas das vítimas e de outras vítimas. Dias depois, o chefe da Polícia Civil
informou que chegavam
a cinco as denúncias.
O Conselho Regional de Medicina em
Pernambuco (Cremepe) abriu sindicância para apurar a conduta do profissional.
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