Procurador vê 'atentado à liberdade religiosa' em ação da PM; Comandante-geral visita família e pede oração



O Procurador da República Walmor Moreira, classificou a operação da Polícia Militar, que parou um culto que era realizado no interior de uma residência, no município de Forquilhinha, como um atentado à liberdade religiosa no país. Ele informou pelo Twitter que irá entrar com denúncia ao Ministério Público.

“PM de SC com “fundamento” em decreto do governador Carlos Moisés PROÍBE 5 pessoas de ORAR em sua CASA. Porém, a Constituição diz que a casa é asilo inviolável, assim como são invioláveis a intimidade e a vida privada. Esta e outras arbitrariedades serão comunicadas ao MPF e à PGR”, disse o procurador.

O procurador considera que Santa Catarina vive um “regime de exceção” que usa a pandemia como justificativa para violação de liberdades fundamentais dos cidadãos.

“O regime de exceção em SC também tem violado este Direito Fundamental: Art. 5, VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, explica Moreira.

Neste sábado (04) o comandante-geral da Polícia Militar em Santa Catarina, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior, junto do tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, visitaram  de dona Carina Andrade da Silva, para, segundo ele esclarecer que não há cerceamento da liberdade religiosa no decreto 515/2020.

Carlos Alberto disse que “em nenhum momento a legislação retira a liberdade de culto”, apesar do decreto 515/2020 citar especificamente a proibição de cultos religiosos de caráter público ou privado. “O que ela faz é estabelecer normas para isso [reunião] acontecer em segurança”, afirmou.

O Coronel ainda pediu para que Carina orasse pelos policiais militares de Santa Catarina. Veja o vídeo. Clique AQUI



Com Gospel Prime

Nenhum comentário:

Caco Pereira Comunicação & Consultoria. Tecnologia do Blogger.