NOTA: O uso político da pandemia do coronavirus
A ORDEM
DOS ADVOGADOS CONSERVADORES DO BRASIL – OACB, entidade sem fins lucrativos que
congrega advogados de todo o Brasil, vem acompanhando com preocupação e
interesse a situação da saúde pública em decorrência da denominada “PANDEMIA DO
CORONAVIRUS” a qual, segundo os especialistas, coloca em risco a vida de parte da
população brasileira, motivo pelo qual nos manifestamos no sentido de
contribuir com a sociedade no esclarecimento de pontos importantes das
discussões que têm envolvido o assunto.
Desde
o início dos primeiros casos na China acompanhamos as ações do governo
brasileiro, que se iniciou com o repatriamento de cidadãos brasileiros que
estavam na cidade de Wuhan, justamente na China onde surgiu a primeira notícia
de contaminações do vírus denominado Covid-19.
Em
seguida, vimos que o Ministério da Saúde iniciou um plano de ação a partir do
governo federal com orientações aos governos estaduais e municipais, bem como
diretamente à população, seja pelo próprio Ministro da Saúde ou o próprio
Presidente Jair Bolsonaro.
Assim,
entendemos que as autoridades constituídas pelo povo brasileiro têm, desde o
início, envidado enormes esforços para manter a população informada e orientada
quanto às precauções pertinentes a este tipo de ocorrência, para evitar a
expansão viral e, assim, manter o máximo possível o controle da pandemia e
evitar a perda de vidas.
No
entanto, contrariamente aos esforços das autoridades federais, estamos vendo
govenadores e prefeitos agindo açodadamente com decisões precipitadas e
incoerentes, inclusive editando decretos autoritários e sem base jurídica e
técnica, inconstitucionais inclusive, fatos estes claramente visíveis ao os
comparar com os posicionamentos de diversos especialistas em infectologia e
dirigentes de instituições de saúde, cujas recomendações técnicas estão sendo ignoradas
e substituídas por atos e atitudes políticas que vislumbramos puramente eleitoreiras,
contrários ao interesse coletivo e nocivas à população.
Afirmamos
isto com serenidade e isenção, uma vez que não temos qualquer participação em
política partidária ou governo, mas como entidade independente interessada na verdade
e na transparência da coisa pública, comprometida com os ideais de democracia.
A
nosso sentir, uma parte da classe política, parte esta que há muito é nociva ao
país, usa esta fatalidade, aproveitando-se da fragilidade da população, para
tirar proveitos pessoais, com discussões comezinhas e disputas de poder,
tentando impor sua vontade ao povo atacando o governo federal, como ocorreu no
dia de ontem, 25/03, quando governadores, em lugar de se unirem ao Presidente
da República - autoridade máxima constituída pelo voto de 58 milhões de
eleitores -, agiram de forma imprudente, irresponsável e antidemocrática,
criando um discurso falacioso e difamatório quando o momento exige decisões
equilibradas, técnicas e de ampla abrangência.
Nos
dias que antecederam 25/03, o Presidente Jair Messias Bolsonaro se manifestou
oficialmente sugerindo às pessoas saudáveis retornar ao trabalho e a quem é do
grupo de risco, ou esteja enfermo, que permaneça em casa. Logo após este
pronunciamento sobrevieram discursos de políticos atribuindo irresponsabilidade
ao Presidente da República,
Acontece
que em janeiro/2020 o senhor Dráuzio Varella, médico-repórter da uma emissora
de televisão conhecida por frequentes ataques ao Presidente da República, se
manifestou sobre o vírus em questão, falando exatamente a mesma coisa que o
Presidente Jair Bolsonaro. Estranhamente, após as redes sociais divulgarem o
vídeo o próprio médico-repórter divulgou um novo vídeo se contradizendo em
alguns aspectos e a imprensa alega que o anterior é “antigo”. Antigo de janeiro
de 2020 quando o vírus já era conhecido?
Da
mesma forma que o Presidente Bolsonaro diversos infectologistas e outros
profissionais da saúde também se manifestaram: quem fica em casa são aqueles do
grupo de risco (idosos, sobretudo acima de 70 anos; portadores de enfermidades)
e quem foi diagnosticado portador do vírus.
Assim
sendo, a nosso sentir, o Presidente da República agiu corretamente, foi sensato
e verdadeiro em sua fala. Não há nenhum absurdo no que ele disse. Contudo, mais
uma vez, o que vimos foi uma imprensa descomprometida com a verdade real, sórdida
e incapaz de ser neutra e de simplesmente informar. A imprensa brasileira age
como ativista política pior do que uma simples oposição. Têm que dar opinião
partidária, achincalhar, caluniar, difamar, e agir como se fossem seus
repórteres especialistas em tudo, prestando um enorme desserviço ao país.
A má
imprensa e os maus políticos, ao que parece, ainda não entenderam que sua
escalada na tentativa de destruir o que o povo brasileiro construiu em 2018 não
terá êxito. O povo acordou, renega a corrupção e sabe muito bem que precisa de
um governo federal forte que não aceite acordos espúrios com adeptos da troca
de favores e que intencionam usar o dinheiro público como combustível de seus
projetos pessoais sem se importar com as verdadeiras necessidades do povo. O
nosso atual sistema federativo exige exatamente um governo central austero, comprometido
com a melhor distribuição da arrecadação, com a criação de novos postos de
trabalho e empreendedores e com ampliação da assistência social a quem
realmente precisa. O que muitos não entenderam, ou não querem aceitar, é que a
política brasileira mudou a partir da nova escolha do povo: um país sem
corrupção.
É recriminável
que muitos políticos, sobretudo governadores e prefeitos, estejam usando a
política para causar pânico ao povo e incitá-lo contra o Presidente da
República, autoridade eleita assim como eles e a quem deveriam respeitar e
auxiliar neste momento difícil em lugar de boicotar as orientações federais
porque estas eventualmente colidem com seus interesses políticos. Saúde não é
politicagem e certamente estes senhores estão fadados ao fim de suas carreiras
pelo mal que estão causando ao povo de seus estados.
A
saúde é importante, mas não vimos em ocasiões anteriores, em outros governos, na
mesma situação de uma epidemia (gripe suína, H1N1, Influenza, etc.) o mesmo
posicionamento destes mesmos políticos os quais agora acendem esta fogueira de
vaidades pessoais meramente populistas, pois é sabido que estes senhores não
agem por interesse aos problemas da população mas, sim, para manterem-se no
poder por interesses pessoais os quais, ora contrariados pela austeridade do
governo federal insistem na birra contra o atual ocupante da Presidência do
Brasil e de seus Ministros.
Diante
dos fatos, reafirmamos o nosso apoio ao Presidente Jair Bolsonaro e nos opomos
veementemente contra todo tipo de tentativa de sabotar um governo legitimamente
eleito, pois enfrentaremos, se preciso nos tribunais, a defesa da democracia e
da Constituição, usando o direito para fazer justiça contra todo o tipo de tentativa
de se prejudicar o avanço da reconstrução do Brasil.
República
Federativa do Brasil, 26 de março de 2020.
ORDEM
DOS ADVOGADOS CONSERVADORES DO BRASIL - OACB


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