PT reconhece desvantagem para direita nas redes e quer mudar comunicação
O PT, partido do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva,
reconhece que está atrás da direita na corrida de comunicação nas redes sociais
segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo. Haveria 1
projeto batizado de PT Digital, que deve ser implementado até o mês de abril.
A ideia seria centralizar a estratégia de comunicação.
Segundo a notícia, atualmente a organização seria tida como “descoordenada” e “dispersa”.
Isso porque os conteúdos são produzidos por diferentes fontes de dentro e de
fora do partido.
“Há um domínio da direita nas redes sociais que nos
preocupa”, afirmou Jilmar Tatto, secretário nacional de Comunicação do PT. Ele
também disse acreditar que é preciso aproximar os discursos dos militantes e da
cúpula da sigla.
O projeto deve ser discutido pela Executiva Nacional do
partido, provavelmente no mês de março. A implantação seria imediata caso
houvesse aprovação. A ideia seria ter uma espécie de coordenação central
de comunicação, ligada diretamente à direção nacional petista.
E estratégia nos próximos meses deve focar críticas a
Bolsonaro em 3 frentes: o ataque à democracia feito pelo governo federal,
agenda contra direitos humanos, que viria do pacote anticrime do ministro
Sergio Moro (Justiça) e a precarização do trabalho e do emprego, pela política
econômica de Paulo Guedes (Economia).
O partido poderá com isso fazer frente à comunicação da
direita representada pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
Ex-candidato pela sigla à Presidência da República, Fernando Haddad, afirmou à
reportagem que não quer repetir o que chamou de “estratégias” de Bolsonaro.
“Não vamos espalhar fake news, por ser algo eticamente
incorreto e taticamente ineficaz. Isso legitima um campo que o
Bolsonaro domina, fortalece essa lógica”, disse.
Entre os desafios dos petistas em sua comunicação é aumentar
a presença de sua maior figura nas redes sociais. O ex-presidente Lula tem 1,4
milhão de seguidores no Twitter, por exemplo, já o presidente Jair Bolsonaro
tem cerca de 4 vezes mais, com 5,9 milhões.

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