DETERMINAÇÃO DO MPF: PMJP, Tabajaras e Potiguaras serão responsáveis pela proteção aos indígenas venezuelanos refugiados, em JP
O Ministério Público Federal em João Pessoa (PB), juntamente
com diversos órgãos e entidades definiram nesta quinta-feira (14)
providências urgentes para atendimento de famílias indígenas venezuelanas da
etnia warao que estão nas ruas da capital do estado e em Campina Grande.
Entre elas está a responsabilidade de tribos Tabajaras e Potiguaras,
juntamente com a secretaria de Saúde e Desenvolvimento mapearem e resgatarem os
índios em situação de risco.
Segundo o órgão, os indígenas chegaram ao Brasil fugindo da
crise humanitária na Venezuela e, conforme os primeiros relatos que chegaram ao
MPF, estão em situação de vulnerabilidade extrema, inclusive com muitas
crianças com desnutrição severa apresentando doenças decorrentes da falta de
alimentação ou de alimentação inadequada.
Em João Pessoa, a Prefeitura e as secretarias de Saúde
e de Desenvolvimento Social, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e os povos
potiguaras e tabajaras estabelecerão contato com os waraos a partir desta
sexta-feira (14), para fazer um levantamento da população indígena e suas
necessidades. Também ficou definido atendimento imediato de saúde e
alimentação, além da busca por um espaço para acomodar as famílias indígenas
desabrigadas.
Outra medida discutida na reunião diz respeito à regularização
dos documentos das famílias indígenas. Conforme entendimento do MPF, os waraos
que chegaram ao estado estão em situação legal, visto que são potenciais
refugiados e, portanto, com direito à assistência humanitária. É preciso apenas
regularizar os documentos de identificação. Ficou definido que, nesse primeiro
momento, a Funai atuará e, na sequência, a Polícia Federal será acionada para,
com intermediação da Funai, fazer essa regularização a fim de que todos
indígenas venezuelanos tenham permanência em território nacional garantida.
Já em Campina Grande, os agentes da Secretaria de
Assistência Social (Semas) da Prefeitura Municipal de Campina Grande visitaram
as famílias indígenas venezuelanas para identificar as necessidades e definir
as providências imediatas a serem tomadas.
Os indígenas waraos que estão na cidade também vêm recebendo
doações da população campinense. Parte das famílias retornou para Recife (PE) e
ficaram em Campina 12 indígenas (sete adultos e cinco crianças), que estão
alojados por cinco dias na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
Urbanas da Paraíba (Stiup - Sindicato dos Urbanitários).
Na tarde desta sexta-feira (14), a Defensoria Pública da
União (DPU) em Campina Grande, a Defensoria Pública Estadual (DPE) e a Comissão
de Direitos Humanos da OAB/CG visitarão os indígenas waraos que estão no
Sindicato dos Urbanitários. Participará da visita uma assistente social da DPU
que vai elaborar relatório social.

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