TRF4: Lula tem pena aumentada para 17 anos
Leandro
Paulsen acompanhou integralmente o voto
do relator João Pedro Gebran Neto e formou maioria contra a anulação
da condenação e pelo aumento da pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
na ação envolvendo o sítio de Atibaia (SP).
Na
ação, o ex-presidente é acusado pelos crimes de corrupção ativa e passiva e
lavagem de dinheiro.
A
decisão já forma a maioria do TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) para
elevar a pena de Lula para 17 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão. Antes que a
pena em segunda instância seja válida, resta ainda o voto do desembargador
Thompson Flores.
O
julgamento analisa nesta quarta-feira (27) recurso da defesa, que pedia a
absolvição de Lula ou a nulidade do processo, alegando não haver provas e que o
julgamento foi parcial. O TRF analisou também recurso do Ministério Público
Federal, que pedia o aumento da pena.
Na
primeira instância, Lula tinha
sido condenado a 12 anos e 11 meses de prisão, acusado de ter fazer parte
de um esquema de pagamento de propina pela Odebrecht ao PT em troca de
vantagens em contratos na Petrobras e ainda de ser beneficiado pela reforma
feita pela empreiteira e pela OAS, no valor de R$ 870 mil, no sítio utilizado
por ele e sua família em Atibaia.
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Um
dos motivos para o aumento foi a aplicação de um artigo do Código Penal
defendido pelo Ministério Público Federal, que a pena deve ser aumentada em um
terço quando se trata de crime contra a administração pública praticado de
forma a infringir o "dever funcional".
Segundo
a votar na sessão, Paulsen disse que não há dúvida de que o ex-presidente era o
beneficiário das obras no sítio de Atibaia. “No período de 2010 até 2015, foram
quase 500 deslocamentos até o sítio, uma a cada quatro dias."
Ele
destacou ainda que Lula foi o único réu a pedir que suas alegações finais fossem
consideradas e elogiou o esforço do relator e da juíza Gabriela Hardt.
"Não há fundamento jurídico que justifique a anulação da sentença para
ouvir as alegações finais", afirmou.
O
desembargador ainda citou música Só de Sacanagem, interpretada por Ana
Carolina, para criticar os crimes de colarinho branco. "A luta contra a
corrupção é da esquerda, da direita e de quem luta por conta própria",
reforçou.
Foto:
Sylvio Sirangelo/TRF4

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