‘FAMINTOS’: PF cumpre mandados de prisão e busca e apreensão em 3ª fase da Operação

Foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (26) a terceira
fase da Operação Famintos, em Campina Grande, pela Polícia Federal. Foram
cumpridos um mandado de prisão preventiva, um de prisão temporários e três de
busca e apreensão. O objetivo da terceira fase é dar continuidade às
investigações para combater fraudes em licitações, superfaturamento de
contratos administrativos, corrupção e organização criminosa.
A operação contou com a participação de 20 policiais
federais. As ordem foram expedidas pela 4ª Vara Federal de Campina Grande.
Nesta terceira fase, as medidas objetivam dar continuidade
às investigações e focam no esclarecimento de aspectos relativos à constituição
fraudulenta de um dos grupos empresariais envolvido no desvio de verba.
Fases da Operação
A primeira
fase da Operação Famintos foi deflagrada no dia 24 de julho, com o
cumprimento de 67 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos e nas
residências, escritórios e empresas dos investigados, além de 17 mandados de
prisão.
"Como as investigações na primeira fase da operação já
revelaram que havia dois tipos de contratação de merenda escolar, a
centralizada, que seria o fornecimento de alimentos para creches, e a
descentralizada, que seria para as mais de 100 escolas municipais de Campina
Grande, essa 2ª fase foi com foco nesse contratação descentralizada",
explicou Raoni Aguiar, lotado na inteligência da Polícia Federal na Paraíba.
Nesta segunda
etapa, quando o vereador Renan Macaracajá foi preso, a operação teve como
objetivo ampliar a desarticulação do núcleo empresarial da organização
criminosa, responsável pela criação de “empresas de fachada”, utilizando-se de
pessoas que tinham consciência de suas situações na condição de “laranjas”.
"Nessa 2 ª fase da operação, nós descobrimos que a
organização criminosa, quando era pra fornecer merenda escolar pra essas mais
de 100 escolas, ela se subdividiam e formavam cinco sub grupos, e foram
justamente estes subgrupos que foram alvos da operação hoje, e alguns
integrantes desses subgrupos já estão presos", pontuou Raoni Aguiar.
No dia 19 de setembro, a Justiça
mandou soltar o vereador Renan Maracajá (PSDC). A decisão de conceder
habeas corpus ao vereador foi da terceira turma do Tribunal Regional Federal,
em Recife. Ele estava preso
desde o dia 22 de agosto deste ano.
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