GRAVE: Pacientes denunciam falta de medicamentos no Laureano; crianças estão indo se tratar em PE
O Portal ClickPB recebeu diversas denúncias de familiares e
pacientes que estão com seus tratamentos parados devido a falta de medicamentos
no Hospital Napoleão Laureano. Segundo as denúncias, os pacientes com
câncer estão impedidos de realizar quimioterapia e outros tratamentos. Ao todo,
quatro medicamentos estão em falta: Genuxal, Anastrazol, Ciclofosfamida,
Xeloda.
Em uma das denúncias, uma paciente diz que está aguardando a
medicação Genuxal para começar a quimioterapia há dois meses. Segundo ela não
existe previsão de chegada dos medicamentos e o Hospital ainda responde
"ligue na próxima semana", explicou.
Outra denúncia releva que nem consulta com o médico está sendo marcada.
"Meu pai faz tratamento no Laureano, pois ele tem tumor no estômago, com
metástase no pulmão. Estamos esperando o medicamento Xeloda desde abril. Nem
consulta com o médico que trata, eu consigo marcar. A assistente social ainda
disse que não pode fazer nada e que tenho que aguardar", disse o
filho do paciente.
De acordo com o diretor de Fiscalização do Conselho Regional
de Medicina, João Alberto, foram feitas fiscalizações e denúncias
à Procuradoria da República e Ministério Público. Ainda revelou
que crianças estão sendo encaminhadas para Pernambuco para se
tratar, mas que já estão sendo barradas.
"Essa situação está muito ruim e se repete. A coordenadoria
de Hematologia reclama que está sem medicamentos para tratar os pacientes
com leucemia e a Pediatria que está encaminhando os pacientes para
Pernambuco mas que eles estão impedindo, já que cederam muito e agora não estão
mais recebendo. Já encaminhamos todos os relatórios para a Procuradoria da
República e o Ministério Público", explicou.
O presidente do Conselho Regional de Medicina, Roberto
Magliano, informou que a situação é de crise financeira e que uma
interdição seria uma das ações possíveis, mas que se torna impraticável diante
da gravidade do caso. "Tomamos as devidas providências, no
entanto, até o momento nada foi solucionado. Estamos tentando sensibilizar o
Ministério da Saúde para que libere verba e o Hospital possa comprar a
medicação. Essa carência é devido a uma crise financeira da unidade, no
entanto, queremos que seja rapidamente solucionada",
explicou.

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