Planalto fará publicidade para explicar decreto das armas
Antes mesmo da publicação do decreto que vai
flexibilizar o Estatuto do Desarmamento, o governo Jair Bolsonaro já
prepara uma campanha publicitária para explicar à população as novas
regras para obter a posse de armas no Brasil. O Planalto quer evitar que o
ato do presidente seja entendido por parte da população como um “risco de
aumento da violência".
A estratégia de comunicação usará televisão, rádio, mídia
impressa e outdoor, mas vai priorizar as redes sociais. A campanha já foi
encomendada pela Secretaria de Comunicação a cinco agências de publicidade que
prestam serviço ao Planalto.
De acordo com informações do Planalto, a ideia é que a
campanha tenha o tom de utilidade pública para explicar detalhes do decreto,
previsto para ser assinado por Bolsonaro no início da próxima semana.
Para o governo, é fundamental que o ato do presidente não
leve “medo à população” ou seja atrelado à possibilidade de aumento de
violência. Para isso, a estratégia de comunicação vai reforçar o discurso de
Bolsonaro ao longo de toda a campanha que a arma é “apenas uma segurança
pessoal”.
Outro pedido da Secretaria de Comunicação é que as peças
publicitárias diferenciem a posse, o direito da pessoa ter a arma em casa, do
porte, que permite que o cidadão ande armado. Além de especificar os direitos e
os deveres daqueles que obtiverem o porte.
O decreto, que ainda passa por ajuste finais, prevê a
permissão para que uma pessoa tenha até duas armas. De acordo com as novas
regras, para ter uma arma será preciso apenas uma declaração de próprio punho
de que a pessoa tenha efetiva necessidade do equipamento.
As empresas Artplan, Calia Propaganda e NBS Propaganda que
vão apresentar propostas para as campanhas tradicionais, com comerciais para
emissoras de rádio, TV, impressos e em cartazes afixados em espaços
publicitários na vias urbanas. Já as agências Isobar e TV1 foram solicitadas
para elaborar a campanha para as mídias digitais. As melhores propostas serão
contratadas pelo governo.
A previsão, segundo integrantes do governo, é que o decreto
seja assinado por Bolsonaro na segunda ou terça-feira, em uma cerimônia do
Planalto. A flexibilização da posse de armas foi umas principais promessas de
campanha.
Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
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