BELO EXEMPLO: Voluntários levam alegria, amizades e solidariedade ao Alto do Mateus
Com o objetivo maior de oferecer a inclusão social através
do futebol, oportunizando acesso ao lazer, bons papos, aconselhamento e um
espaço onde possam fazer novas amizades, surgiu um projeto que tem dado muito
certo no Alto do Mateus.
Coordenado pelo professor Rivaildo Evangelista, mais
conhecido como Riva, o Projeto Social Clube da Paraíba- PSC PB começou
atendendo 27 crianças e hoje atende mais de 70 meninos de 7 a14 anos de idade.
O projeto é filiado a Liga paraibana independente de futebol
de7 - LPBIF7 e já participou das duas
edições de campeonatos da liga, tendo alcançado o terceiro lugar em 2017, com o sub 1.
Além de Riva outras quatro pessoas atuam no projeto
(Toninho, Janaína, Duquinha e Ricardo). De acordo com o professor, cada um tem
uma função especifica, de modo a garantir o bom andamento das atividades.
Segundo o professor Riva, uma das maiores dificuldades para
o desenvolvimento do projeto diz respeito justamente ao local em que as
atividades se desenvolvem, pois segundo ele “o
campo é numa comunidade onde o tráfico impera”. Riva relata que já houve situação
e ter que parar as atividades em virtude das brigas do tráfico. “Paramos um tempo, pois certa vez duas
facções se enfrentaram dentro do campo na hora do treino e foi desespero total”,
disse.
E acrescentou: “Se
afastaram por um tempo mas já voltaram novamente e o risco de novos confrontos é
eminente seja com bandidos ou Polícia”.
Apoio e parcerias
Riva deixa claro que o projeto não recebe nenhum apoio por
parte do poder público, e que sobrevivem do apoio dos comerciantes locais, bem
como de ajuda dos pais dos meninos que participam do projeto.
O projeto tem se tornado destaque no bairro e a comunidade
passa a valorizar iniciativas como a dos voluntários, que se doam para
beneficiar outras pessoas.
Isso faz com que pessoas queiram ajudar. Um exemplo disso é o
empresário Cristiano Almeida, que a partir de 2019 passou a ser um dos
parceiros do projeto. “Fico extremamente
feliz em contribuir. O trabalho que Riva e sua equipe faz aqui no bairro é
fabuloso, é relevante e transformador. Enquanto puder serei parceiro”,
disse Cristiano.
Riva faz questão de deixar claro que todo recurso arrecado é
investido no projeto. “Não fazemos uso
particular do que ganhamos. Todos são voluntários”.
“O apoio que pedimos geralmente são bolas, padrão e quando
vamos participar de competições os custos as vezes são altos, então pedimos que
nos ajudem”, ponderou.
“Hoje somos referência no bairro”, concluiu o professor.
Da Redação
Fotos: Reprodução/Projeto



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