Vítima de ataque em pizzaria implorou pela vida: "Não me mate, eu não sou bandido"
Após os tiros que acabaram deixando um homem morto e um
gravemente ferido, no início da noite desta quarta-feira (12), em uma pizzaria
no bairro Jardim Oceania, em João Pessoa, uma testemunha chave do fato
narrou os momentos de angústia pelos quais passou. O grupo de pessoas que
chegou ao estabelecimento para uma confraternização afirma ter sido recebido a
tiros por um segurança.
A vítima fatal foi Fausto Targino de Moura Júnior, de
25 anos, um dos funcionários que comemorariam o fim de mais um ano e o
aniversário do chefe nesta noite. Ele chegou de moto com um amigo e foi
atingido após o carro parar o carro em frente ao estabelecimento. Esse
amigo conversou com o Portal T5 e contou detalhes de como foi estar na
mira de um revolver e olhar o atirador nos olhos.
Ele contou que chegou primeiro, juntamente com o amigo, na moto
e ficou ali na frente. O rapaz disse que chegou a olhar o segurança e
pensar: 'Estamos seguros aqui'.
"Como hoje é aniversário do meu cunhado a gente veio
comemorar na pizzaria, como eu tava de moto a gente veio na frente. Chegamos
primeiro e quando eu fui estacionar já tinha uma moto lá e não cabia a minha,
mas o rapaz afastou a moto para que eu pudesse ocupar o espaço. Lá ficamos
conversando e na frente do estabelecimento, ao meu ver, estávamos seguros, só
esperando o restante do pessoal chegar no carro", disse o rapaz, que não
quis ser identificado.
Até então tudo estava tranquilo, mas o pior estava para
acontecer quando o carro chegou e os rapazes que chegaram de moto foram até o
veículo cumprimentarem os amigos.
"Quando chegaram e pararam o carro na frente fui falar
com eles com o capacete na mão, quando me despedi do meu amigo o cara
começou atirar. Quando ele atirou no meu amigo e atirou no motorista ele já
veio para me matar, então eu me deitei no chão olhei para ele chorando e falei
'não atire, não me mate eu não sou bandido, você tá me confundindo', ele viu
que eu tava nervoso e chorando, daí ele foi se aproximou, baixou arma, olhou
para mim, me deu a mão, me deu um abraço, pediu perdão, eu olhei para ele, dei
um abraço também, disse não me mate, olhei meu amigo baleado no chão e ele
simplesmente foi embora" narrou o jovem, abalado.
Segundo o jovem, a sua súplica pela vida fez com que ele
fosse poupado e o atirador percebesse o que fez.
"Ele reconheceu que eu não era bandido, eu percebi no
olhar dele, depois que ele baleou os dois e viu a besteira que cometeu. E se eu
não tivesse pedido Ele teria me matado também", finalizou.
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