Netanyahu estará na posse de Bolsonaro, afirma embaixada
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu,
deverá participar da cerimônia de posse do presidente eleito, Jair
Bolsonaro, de acordo com a Embaixada de Israel. A informação veio um dia depois
de a própria embaixada informar que ele viria nesta semana ao Brasil, mas
provavelmente não ficaria até o dia 1.º por problemas na política interna de
seu país. Netanyahu teria mudado de ideia ontem.
Bolsonaro usou sua conta no Twitter para informar que vai se
reunir com o israelense amanhã. Eles vão almoçar juntos no Forte de Copacabana,
no Rio.
Israel é um parceiro estratégico para o novo governo do
Brasil. Também pelo Twitter, Bolsonaro informou que, em janeiro, o futuro
ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, visitará estações de
dessalinização de água, plantações e o escritório de patentes de Israel.
"A parceria Brasil-Israel que beneficiará o nosso Nordeste está muito bem
encaminhada", escreveu o presidente eleito.
Uma estação piloto, que atenderá à agricultura familiar,
deve estar em operação ainda em janeiro, afirmou Bolsonaro. Também poderá ser
usada tecnologia para extrair água da umidade do ar. "Poderemos,
inclusive, negociar a instalação de fábrica no Nordeste para venda desses
equipamentos no nosso mercado", disse.
Durante a campanha, Bolsonaro prometeu mudar a embaixada do
Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém, reconhecendo a reivindicação de Israel sobre
a cidade. O anúncio causou polêmica no Brasil e na própria equipe do futuro
governo, uma vez que ela se choca com o posicionamento dos países árabes, que
apoiam Israel, e com deliberações da ONU. Os países árabes são um mercado de
US$ 13 bilhões por ano e importam principalmente produtos do agronegócio como
açúcar e carnes.
A vinda de Netanyahu está sob ameaça porque os líderes dos
partidos da coalizão governista fecharam um acordo para dissolver o Parlamento
e realizar novas eleições em abril do próximo ano. Essa medida foi necessária
depois que a coalizão não conseguiu apoio para aprovar uma legislação que
convoca judeus ultraortodoxos para o serviço militar.
O atual primeiro-ministro vai concorrer a um novo mandato e,
segundo as pesquisas, é líder na intenção de votos. Seu mandato acabaria em
novembro de 2019. Ele está há uma década no poder.
Foto: REUTERS/Ronen Zvulun
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