NÃO FUNCIONOU: Pressão governista não prevalece e voto aberto é derrotado na ALPB
Foi rejeitada na manhã desta sexta-feira (28), na Assembléia
Legislativa da Paraíba (ALPB), a implantação do voto aberto para a
eleição da mesa diretora da casa. O placar da votação foi de 21 contra e 9 a
favor.
O projeto de Resolução previa o fim do voto secreto para a
eleição da mesa. Dois parlamentares, Bruno Cunha Lima e Inácio Falcão, se
abstiveram do voto.
A deputada Estela Bezerra (PSB) chegou a pontuar que o voto
secreto é algo da época da ditadura e bate de frente com os princípios da
democracia e transparência.
"Volta aberto na verdade é um princípio político. Você
que recebe um mandato deve ter a capacidade de assumir posições. Aqui não
existe nenhum tipo de pressão, a não ser a pressão da Democracia, da
Transparência, da opinião pública e das coisas que você apoia. Deputado que tem
dificuldade para dizer em que vota, na verdade, está escondendo um elemento
importantíssimo, o da transparência, para que a gente possa medir de que lado a
pessoa está e que defesa a pessoa faz. O voto secreto para legislativo foi um
recurso do período da ditadura", disse a socialista.
Já Bruno Cunha Lima (PSDB), que se absteve do voto, disse
que o voto aberto não garante a transparência, uma vez que governistas se
reúnem na Granja Santana para tomar decisões relacionadas à Assembleia.
"A intenção do governo não é propor isso como uma forma
de trazer mais transparência à Assembléia. Pelo contrário, fica claro quando
essa decisão é tomada em uma reunião na Granja Santana, porque, diga-se de
passagem, essa é uma decisão da Assembleia Legislativa, do Poder Legislativo,
que deveria ser tomada pelo poder legislativo, como forma inclusiva de dar mais
transparência, para que as pessoas façam um acompanhamento de como votam e como
se comportam os deputados aqui na casa", concluiu Bruno Cunha Lima.
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