Após insinuar que juíza é petista, deputado será investigado
O deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL-SP) e parte
de seus seguidores no Facebook serão investigados por ofensas à juíza Adriana
Freinsleben de Zanetti, que condenou Frota por injúria e difamação contra Jean
Wyllys. A magistrada soube dos ataques no dia seguinte à condenação e levou o
material para o Ministério Público Federal (MPF), que abriu uma investigação
por injúria funcional.
Após a representação, a Justiça Federal de Osasco solicitou
ao Facebook os dados pessoais das contas identificadas por Adriana. Os
investigados, porém, permanecem sob sigilo a pedido da Procuradoria.
De acordo com a magistrada, uma das centenas de ofensas de
seguidores de Frota "leva a crer que se trata de eventual ameaça de
estupro". “Sinto-me muito ofendida com as declarações irrogadas a minha
pessoa”, completou.
Após o anúncio da investigação, Frota voltou a debochar do
judiciário e publicou um vídeo em que aparece dançando com a legenda
"Alexander Frota preocupado".
Os ataques tiveram início após Frota divulgar a sentença em
seu Facebook, afirmando que a justiça de Osasco seria "um reduto do
PT". Ele também compartilhou um vídeo em que aparece em casa picotando
papel, o que fará diariamente como pena alternativa, e fingindo chorar.
Frota foi punido por divulgar nas redes sociais a frase
"A pedofilia é uma prática normal em várias espécies de animal (sic),
anormal é o seu preconceito", atribuindo-a a Jean Wyllys. Frota alegou que
Wyllys fez a declaração em uma entrevista à Rádio CBN, mas a emissora declarou
à Justiça que tal frase nunca existiu.
Ao Congresso em Foco, o ex-ator afirmou que vai
recorrer da decisão por considerar que ela não é razoável.


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