MPPB analisa edital de concurso da prefeitura de Patos
O Ministério Público da Paraíba está analisando o edital do
concurso público da Prefeitura de Patos para verificar se as vagas anunciadas
resolvem a situação de centenas de contratos temporários que existem no
Município e que foram alvos de procedimentos do MPPB. Foram anunciadas 298
vagas, entre as quais para cargos de procurador e contador, que foram criados
para atender à recomendação ministerial, visando evitar contratos ilegais de
serviços advocatícios e contábeis.
Além da recomendação relacionada ao concurso público para
contador e procurador, no ano passado, o MPPB celebrou dois termos de
ajustamento de conduta (um em 2016 e outro em 2017) e a Ação de Execução de
Título Extrajudicial 0806053-03.2017.8.15.0251 (em 2017) para que os gestores
municipais que estiveram à frente da Prefeitura nesse período fizessem o
concurso. Os procedimentos foram instaurados pelo 4º promotor de Justiça,
Alberto Vinícius Cartaxo da Cunha.
“O concurso será realizado após um acordo celebrado em
audiência de conciliação, decorrente da ação judicial ajuizada pelo Ministério
Público. Agora, estamos analisando todo o edital para averiguar se há previsão
para todos os cargos que estavam sendo preenchidos por excepcional interesse
público (temporários), ou seja, se o documento atende às necessidades apontadas
e ao acordo firmado”, explicou.
O Caso
Em 2016, a Prefeitura de Patos e o Ministério Público firmaram o Termo de
Ajuste de Conduta de 03/2016, que visava a realização de processo seletivo e
concurso público no Município, que possuía centenas de contratados por
excepcional interesse público em situação ilegal, quando as funções deveriam
ser exercidas por servidores públicos efetivos. “O gestor, a muito custo,
realizou apenas o processo seletivo para contratação por excepcional interesse
público e, imotivadamente, recuso-se a realizar o concurso público”, explicou o
promotor, dizendo que o prazo encerrou-se em 10 de março do ano passado, sem
que houvesse sequer contrato com empresa realizadora do concurso.
Diante disso e após várias reuniões e cobranças sem sucesso,
inclusive com prorrogação do prazo para julho de 2017, o promotor recorreu ao
Judiciário para garantir a “isonomia e meritocracia no funcionalismo público do
Município de Patos”, requerendo o cumprimento do TAC, seguindo um cronograma de
180 dias. Houve um acordo judicial e a Prefeitura contratou a empresa para a
realização do concurso, lançando o edital esta semana.
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