As últimas tentativas de livrar Lula
Em uma das últimas ofensivas na
tentativa de livrar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da cadeia, seu advogado Sepúlveda
Pertence reúne-se nesta quarta-feira com a presidente do Supremo Tribunal
Federal, ministra Cármen Lúcia.
A audiência foi pedida por Pertence,
que é ex-presidente da Corte, para discutir o habeas corpus preventivo que
busca impedir o cumprimento de pena após o julgamento do recurso de Lula no
Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que deve ser concluído até o fim do
mês.
Por decisão dos desembargadores do
TRF-4, Lula pode ser preso depois da resposta dos magistrados aos embargos de
declaração, que contestam a condenação a 12 anos e um mês do ex-presidente, por
corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.
Um habeas corpus semelhante, que
tentava impedir a prisão de Lula, foi rejeitado na semana passada pela 5ª Turma
do Superior Tribunal de Justiça. No Supremo, o habeas corpus está no meio de um
jogo de empurra. O relator, ministro Edson Fachin, abriu mão de recusar sozinho
o pedido e enviou o caso para uma decisão no plenário da Corte. A presidente
Cármen Lúcia desconversa.
A esperança de Pertence, portanto, é
que o Supremo reavalie sua decisão de permitir a prisão de condenado em segunda
instância. O entendimento passou a valer em 2016 e a presidente do Supremo não
se mostra disposta a capitanear uma rediscussão do caso.
Além de ter afirmado que a medida é
recente e que a modificar seria “apequenar” o Supremo, Cármen Lúcia adiantou a
agenda de pautas até abril sem incluir a discussão sobre o tema.
Cármen Lúcia foi adiante e deu o teor
da reunião em declarações públicas nesta terça-feira. “Simplesmente, não me
submeto à pressão”, disse.
A resposta vale tanto para o lobby de
Pertence, que é amigo pessoal da ministra, quanto para ministros que
sinalizaram recentemente que as prisões em segunda instância deveriam ser
revistas, como o decano do tribunal, Celso de Mello, e o ex-presidente Ricardo
Lewandowski.
Recentemente, também, um grupo de parlamentares
petistas — entre eles a presidente do partido, Gleisi Hoffmann — cercou a
ministra em seu gabinete do Supremo para expressar aflições quanto ao caso Lula
e as prisões em segunda instância. Cármen Lúcia ouviu, mas não emitiu opiniões.
Enquanto o imbróglio se estende,
especula-se que o TRF-4 divulgará sua decisão sobre Lula em duas semanas. Até
lá, a esperança de livrar Lula a Sepúlveda Pertence.
Acompanhe mais notícias do Canal do Povo
Entre em contato com a gente:
Telefone: (83) 99853 2134WhatsApp: (83) 99853 2134
E-mail: canaldopovopb@gmail.com

Nenhum comentário: