Comissão Processante decide dar continuidade ao processo contra prefeito de Bayeux
A Comissão
Processante da Câmara Municipal de Bayeux votou, na tarde desta quarta-feira
(28), pelo prosseguimento da denúncia contra o prefeito interino da cidade, Luiz
Antônio (PSDB).
Os três membros
da comissão votaram a favor do prosseguimento, dentre eles, dois aliados do
prefeito, o relator, vereador cabo Rubens e o vereador Adriano Martins (MDB),
líder do governo.
Com maioria na
comissão, os aliados do prefeito poderiam barrar as investigações e arquivar o
pedido, no entanto, preferiram dar continuidade as investigações. Cabo Rubens
(PSB), ameaçado de expulsão pela Executiva Estadual do partido do partido,
resolveu não contrariar mais uma vez a orientação da legenda, já que votou
contra a cassação do tucano, no processo em que é acusado de usar a estrutura
da prefeitura para denegrir a imagem do deputado federal André Amaral (MDB).
Já o Adriano
Martins (PMDB) tem demonstrado coerência em seus posicionamentos na Câmara
Municipal. Principal adversário do prefeito afastado, Berg Lima, Martins tem
dotado o discurso de combate à corrupção na cidade. “Pau que dá em Chico tem
que dá em Francisco”, defende o vereador. Em entrevistas, o parlamentar tem
dito que não é aliado para esconder escândalos de ninguém, apesar de ser líder
do prefeito.
A partir de
agora, a comissão vai ouvir as testemunhas de defesa e de acusação, além do
próprio prefeito. No dia 14 de março serão ouvidas as testemunhas de acusação.
Dia 15, a defesa e 16, Luiz Antônio vai prestar depoimento. Após o prazo, a
comissão apresenta um parecer final sobre as investigações, que será levado à
plenário para votação. Para cassar o prefeito são necessários 12 dos 17 votos.
Nesse processo,
Luiz Antônio é acusado de cobrar propina do empresário Ramon Acioly, para pagar
a blog e emissoras de TV, o vídeo no qual Berg Lima é acusado de subornar um
fornecedor da prefeitura em troca de pagamentos atrasados da gestão passada.
Nesse processo, o Ministério Público já pediu ao juiz de Bayeux, o afastamento
do prefeito interino do cargo. Além disso, o MP ingressou com uma ação criminal
contra o tucano

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