OPINIÃO: Até quando o Conde permanecerá refém da bandidagem?
Diariamente o Conde vem sendo notícia
em virtude da violência. Repetimos o que já dissemos antes: Não se pode negar o
trabalho da Polícia Militar, que tenta de todas as maneiras frear a bandidagem
local. Mas o efetivo é pequeno e a cada dia, parece não haver menor interesse
das autoridades superiores em modificar o quadro.
A cidade é alvo fácil, desprotegido e com excelentes rotas de fuga. Os bandidos agem a luz do dia, sem medo, sem receio, como se estivem comprando pão na padaria da esquina. Assaltam tranquilamente, enquanto o trabalhador indefeso e inseguro, passa a ter medo até da própria sombra.
Quando dizemos que a população está
com medo, que o clima é de terror em virtude da violência, algumas pessoas
tentam minimizar a situação e caminham pelo discurso da generalização, numa
tentativa de justificar o injustificável. Parece que a ideia é não responsabilizar quem assumiu um compromisso e no que diz respeito a segurança, não tem cumprido o prometido.
A população de Conde não está
interessada em saber se em qualquer outro lugar está ocorrendo isso ou aquilo.
O povo clama por uma ação efetiva, por uma mudança definitiva nesse quadro
terrível.
Não adianta mostrar "flores",
quando o povo sente as dores.
Já alertamos para o que vem acontecendo
no munícipio. Dissemos que a situação está complicada, mas simplesmente
ignoram o clamor da população. Será que o Conde não merece respeito? Será que o
povo da cidade só vale alguma coisa em época de eleição?
Até quando o Conde vai ficar refém
dessa bandidagem? Até quando as autoridades irão ignorar o que acontece na
cidade? Estão esperando alguém morrer para tomar providências? Será que não
percebem que inclusive a polícia corre risco em virtude do pouco efetivo?
Hoje (7) um trabalhador foi ferido no seu local de trabalho. Vão fazer outra audiência pública, discutir e voltar pra casa? Ou vão estabelecer uma mudança real? Já passou da hora de um efetivo maior. Já é o momento de uma Companhia de Polícia Militar na cidade.
Parem de fingir que o problema não é enorme!
Ricardo CACO Pereira

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