NOVAMENTE: Irmão do vice-prefeito ataca gestão Márcia Lucena



Se a relação entre a prefeita de Conde, Márcia Lucena (PSB) e o vice-prefeito de Temístocles Ribeiro (PEN), anda bem, como é dito, o mesmo não pode se dizer do irmão de Temístocles,  Wellington Ribeiro.

Tony, como é mais conhecido, usou mais uma vez sua conta no Facebook para tecer fortes críticas à gestão de Márcia Lucena (PSB). O fator motivador da postagem foi todo o imbróglio político envolvendo a Câmara Municipal de vereadores.

Na postagem sob o título “FALTOU FORÇA POLÍTICA POR DUAS VEZES”, Tony, que foi um dos coordenadores da campanha do PSB em 2016, argumenta que a gestão de Márcia não tem força política e não sabe dialogar. “Ora, ficou totalmente demonstrado nesse episódio que não há liderança política dentro da gestão capaz de amenizar as diferenças, dialogar e chegar a entendimentos que evitem uma instabilidade política entre os poderes da cidade”, diz.

O rapaz acrescenta ainda que “Todo esse episódio na câmara expõe toda a incompetência política da atual gestão do Conde hoje, deixa transparecer ainda que a gestão só dialoga com seus aliados para tentar impor suas vontades ou em momentos de desespero como esse”.
Ele finaliza dizendo que Conde não merece mais passar por episódios, que em sua opinião, expõem o que chama de “incompetência política” dos que estão no poder.



Veja o texto na íntegra: 

FALTOU FORÇA POLÍTICA POR DUAS VEZES

Esperei o desfecho do caso do agora ex-presidente da câmara do Conde para falar do fato.

Na minha opinião, o caso serviu pra mostrar algo que já percebi há muito tempo, inclusive já falei pessoalmente com muitos que fazem parte da atual gestão: A ATUAL GESTÃO NÃO TEM COMPETÊNCIA POLÍTICA.

Quando falo de competência política não estou falando de politicagem, como muitos que a criticam a usam. 

Estou falando da falta de capacidade de dialogar com todos os grupos da nossa sociedade, desde grupos comunitários até grupo de políticos, como é o caso dos vereadores.

Dialogar não é impor sua vontade, é saber da necessidade do outro e tentar equalizar isso de forma racional e prática, não na base do “eu quero assim, vai ser assim!

Não podemos ser hipócritas e acharmos que não existe uma relação direta entre o poder Executivo e o poder Legislativo, ambos dependem um do outro e essa dependência é necessária na nossa democracia. Então, esqueçam essa balela de que o executivo não interfere no legislativo, existe interferência sim, nem que seja para garantir uma base aliada que não dificulte os projetos do executivo, isso é democracia, uns governam, outros fiscalizam. 

O que todos nós assistimos durante essa ultima semana foi a demonstração clara que aquele lance de “conde cidade unida” é outra tentativa fracassada do marketing da atual gestão, pois o que vimos na câmara de vereadores foi tudo, menos união. Não teve união entre os vereadores, não teve união entre os poderes. 

Isso é consequência da falta de um articulador político dentro da gestão, essa figura é necessária, precisa-se dela para a coisa não desandar, como quase desandou e como ainda pode desandar.

Mas essa pessoa não pode ser qualquer um, tem que ser alguém com capacidade de diálogo, negociação e, principalmente, que conheça bem o povo da cidade. Porém, essa pessoa não existe dentro da gestão atual do Conde.

Os que tentam fazer esse processo se atrapalham e se perdem por serem fracos e incompetentes politicamente, outros por tentarem impor suas vontades, e outros por quererem jogar um jogo achando que são Pelé, quando na verdade não passam de um “Flávio Caça Rato”. O jogo da política requer bem mais do que prepotência, chacotas, meninices e submissão. 

A primeira demonstração de falta de força política da gestão foi quando houve a apresentação de uma denúncia contra o presidente da casa, um vereador eleito na coligação da prefeita, que teve apoio de um dos cabos eleitorais da prefeita que hoje ocupa sua chefia de gabinete e que foi para sua base junto com o PT, ou seja, foi o vereador de preferência da gestão para ocupar a presidência. Mas quando houve a denúncia, APRESENATDA POR UM VEREADOR DA OPOSIÇÃO, seis vereadores ditos da situação ficaram a favor do vereador oposicionista e afastaram o presidente da situação, inclusive o líder da prefeita na casa. 

Ora, ficou totalmente demonstrado nesse episódio que não há liderança política dentro da gestão capaz de amenizar as diferenças, dialogar e chegar a entendimentos que evitem uma instabilidade política entre os poderes da cidade. Em outras palavras, falta força política à gestão, ou pelo menos alguém com alguma capacidade política, não os fracos e incompetentes que tentam fazer essa parte. Para tentar amenizar trouxeram um amigo de João Pessoa que foi o maior responsável pelas articulações na campanha. mostrando que de fato dentro do grupo da atual gestão ninguém é tem a mínima capacidade política. Mas o desfecho foi pior que o início dessa celeuma. 

Na minha visão, o que ocorreu ontem na câmara não foi um fim, mas o início de um período trágico nas relações politicas entre os poderes. Primeiro porque a gestão mais uma vez demonstrou toda sua incapacidade política, pois conseguiu recompor apenas 2, dos 6, vereadores da sua antiga e fraca base, se tivesse força teria recomposto totalmente ontem, sem deixar pra depois. Depois porque não se pode remontar uma base e aceitar que uma denúncia que trata sobre corrupção seja abafada por essa base. 

A gestão tem que deixar claro se está do lado do presidente afastado, sendo cúmplice e protetora, ou se é transparente e honesta para deixar a apuração prosseguir, mas o que vimos ontem não foi a segunda opção. A atitude do ex-vice presidente e do presidente foram típicas de uma pornochanchada política. 

Ora, se o ex-vice-presidente já sabia que o ex-presidente iria renunciar, por que ele também renunciou? Não havia necessidade, isso fez apenas com que o ex-vice-presidente fosse hostilizado pela população, e ele burramente (ou submissamente, não se sabe) aceitou essa condição. 

Por outro lado, se a base está sendo recomposta, inclusive com assessores da gestão bradando que todos vão voltar, por quê o ex-presidente renunciou? Se a base é forte, se a cidade é unida, e se ele é inocente deveria ter ficado no cargo e usado a força política que dizem ainda ter para sustentá-lo, não é verdade? 

Todo esse episódio na câmara expõe toda a incompetência política da atual gestão do Conde hoje, deixa transparecer ainda que a gestão só dialoga com seus aliados para tentar impor suas vontades ou em momentos de desespero como esse. 

Vereadores são representantes do povo, não podem se submeter à submissão da vontade de quem estiver de plantão no executivo, essa submissão não faz bem à cidade e já deveria ter ficado no passado com a velha política. 

Mas parece que o jogo que estão jogando hoje continua o mesmo jogo de sempre, e isso é extremamente lamentável, não foi pra isso que a cidade acreditou na mudança. 

Vamos esperar o que vai acontecer daqui pra frente. Minha opinião é que só duas coisas poderão acontecer, ou a gestão cede aos gostos dos vereadores, e aí cai por terra mais uma vez aquele discursinho de nova política, pois terá que negociar muito e não apenas impor. Ou então a gestão continuará tropeçando na própria incompetência política por não conseguir montar uma base sólida, uma base de confiança mútua. 

Quanto aos vereadores que voltaram pra base é lamentável ver como um representante do povo muda de opinião tão rápido, mostrando que podem ter tudo, menos posicionamento e opiniões fortes. 

Já os que ainda não voltaram nos resta esperar, pra saber se a prefeitura cedeu aos seus anseios como na velha política, ou se continuarão defendendo a bandeira da transparência e seriedade com o dinheiro público como defenderam para afastar o ex-presidente na semana passada. 

Pra finalizar, entendo que falta hoje na gestão um bom articulador político que mostre aos que não são da cidade que nossa política é bem mais que posicionamentos ideológicos que em nada acrescentam no crescimento da cidade, nossa política é bem mais que chacotas em redes sociais, nossa política é bem mais que imposições de quem foi eleito prometendo acabar com o coronelismo e as velhas práticas, nossa política é bem mais que tornar vereadores submissos do poder. 

Enfim, nossa política é para o bem da cidade, não para politicagens midiáticas com fins eleitoreiros.  O Conde não merece mais passar por episódios como esse que expuseram por duas vezes toda a incompetência política dos que estão no poder da nossa cidade. Que Deus proteja a todos nós!









Da Redação

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