Comissão do Senado aprova lei que permite acumular saldo de internet móvel
O Projeto de Lei do Senado (PLS)
110/2017 que permite acumular o saldo da internet móvel não utilizado pelo
consumidor no mês avançou em mais uma comissão da casa. Desta vez, a apreciação
veio da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa
do Consumidor (CTFC).
De autoria do senador Dário Berger
(PMDB-SC), a proposta versa que os usuários de celular terão até dois meses
para utilizar o saldo excedente que não foi consumido em um mês. De acordo com
o senador, o sistema atual de franquias com prazo de validade é punitivo ao
consumidor, pois limita o acesso à internet e é obrigado a adquirir pacotes
adicionais de dados.
O projeto já havia sido aprovado no
mês de julho pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e
Informática do Senado (CCT). A proposta seguirá para a Câmara dos Deputados,
caso não haja recurso para análise em plenário.
Se aprovado, o PLS atualiza a Lei das
Telecomunicações. A proposta inicial garantia o uso do saldo excedente "a
qualquer tempo", mas o relator do projeto, o senador Ataides Oliveira
(PSDB-TO), acatou uma alteração feita na Comissão de Ciência e Tecnologia para
diminuir o prazo para dois meses, a fim de reduzir o "prejuízo" das
operadoras.
Atualmente, as franquias das
operadoras se esgotam ao fim do mês e são reiniciadas no mês seguinte. Se o
usuário tinha um saldo extra no mês que se encerrou, ele é perdido – apenas
alguns planos e operadoras já oferecem esse "acúmulo de saldo"
E o
projeto que veta franquias na banda larga?
Também do interesse do consumidor, o
PL 7182/2017, que veta a implementação do sistema de franquia na banda larga
fixa, encontra-se parado na Câmara. Já aprovado pelo Senado e em regime de
prioridade entre os deputados, o projeto quer evitar que as operadoras façam na
internet fixa o mesmo modelo adotado com celulares, de contratação de franquia
de dados.
Segundo o site da Câmara, o PL
aguarda designação de relator na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação
e Informática (CCTCI). Ele já foi aprovado pela Comissão de Defesa do
Consumidor e foi repassado em 29 de junho para a CCTCI, mas está parado há mais
de um mês na comissão.
No dia 4 de julho, a deputada
Margarida Salomão (PT-MG) apresentou um requerimento de audiência pública
debater o PL.
Com informações da
Agência Senado

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