A FESTA DA SALSICHA: Não se trata de um desenho, mas de uma agenda ideológica



Nesses últimos dias, as pessoas estão falando muito (especialmente nas Redes Sociais) sobre um desenho animado chamado: “A Festa da Salsicha”, exibido no Brasil pelo Canal HBO. Os comentários, em sua grande maioria, são de reprovação do conteúdo do desenho, do horário de exibição, da classificação etária, etc., por incentivar a sexualidade precoce, deturpada e até mesmo a pornografia. 
Eu vi algumas cenas e, de fato, são cenas de cunho sexual. A própria crítica reconhece isso, quando Francisco Russo (Jornalista e Crítico de Cinema) escreve: 

“...escancaradamente boca suja, coloca um sem número de xingamentos e piadas de cunho sexual ou preconceituoso na boca dos próprios alimentos. O próprio desenho e a escolha dos personagens também leva isto em consideração, buscando a imediata associação visual com os órgãos sexuais masculino e feminino. Por mais que se saiba desde o início que Festa da Salsicha seja uma animação voltada para maiores, tal opção surpreende não apenas pelo contraste inevitável com o tom infantil que boa parte das animações costuma ter, mas também pelo inusitado de certas falas, sem qualquer pudor”.

Concordo com a maioria dos comentários sobre o desenho, mas minha indignação não é com o fato de existir um desenho animado de cunho sexual ou mesmo pornográfico. Infelizmente, eles existem, sempre existiram e continuarão existindo. Mas sim, pelo fato de perceber que existe uma nítida intenção, por parte de determinados grupos, de implantar “a ferro e fogo” uma Agenda Ideológica como diretriz absoluta para nortear, conduzir e orientar as pessoas, especialmente as crianças, que estão em processo de desenvolvendo de suas personalidades. 

O que vemos nesse filme, e em muitos outros, é exatamente os seguintes objetivos: 

1. Afastar as pessoas de Deus e de sua religiosidade. 
2. Desconstruir o modelo de família tradicional. 
3. Subverter o que ética e moralmente está estabelecido. 
4. Estabelecer um novo e alternativo padrão de conduta onde a diversidade sexual é autoridade suprema. 
5. Incentivar o Hedonismo - o prazer pelo prazer. 
6. Defender o uso de drogas ilícitas. 
7. Extinguir qualquer noção de autoridade ensinando que “ninguém manda em você”. 
8. Eliminar a ideia de que existe o mal. 

Precisamos, de fato, nos proteger, proteger nossas famílias, e especialmente as crianças, de situações perigosas como essa. Contudo, precisamos ver um pouco além. 

Essa Agenda Ideológica que é contrária as verdades de Deus, está bem organizada e seus defensores cada vez mais influentes na política, na educação, na cultura, na economia, nas artes e até mesmo na religião. Abra seus olhos para isso. 

Como cristãos, nossa influencia tem sido cada vez menor e inexpressiva na sociedade. Em parte, culpa nossa mesmo, que permitimos crescer nos nossos arraiais um “pseudocristianismo” baseado no lucro, na prosperidade, no poder, no misticismo, no liberalismo ou até mesmo no fundamentalismo preconceituoso, e esquecemos de viver o cristianismo autentico, baseado na pregação do Evangelho, na centralidade e na fé em Cristo, no amor ao próximo, na confissão de pecados e no arrependimento. Isso certamente maculou a imagem da igreja evangélica e sua credibilidade. 

Por isso, voltemos ao Evangelho puro e simples. Viva e pregue o que você crer. Seja autentico, sincero, honesto. Ame o próximo. Desenvolva sua fé usando a Palavra como sua arma nessa luta ideológica, pois, “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”. (2 Timóteo 3: 16-17).

Assim poderemos enfrentar essas e outras situações na certeza de que estamos usando nossa melhor estratégia: A Palavra.


Em Cristo,



Rev. José Roberto Coelho
O autor é bacharel em teologia, 
pastor da Ig. Presbiteriana do Brasil 
Sec. Nacional da Infância - IPB

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