CONDE: Irmão do vice-prefeito critica prefeita e vereadores por aprovação de lei






Wellington Ribeiro,irmão do atual vice-prefeito Temístocles Ribeiro (PEN), em sua conta na rede social Facebook teceu fortes críticas à gestão Márcia Lucena (PSB) e a Câmara de Vereadores, pela aprovação e sanção da LEI Nº0921/2017 que INSTITUI O PROGRAMA GESTÃO PACTUADA.  Na postagem intitulada O PERIGO DE UMA CÂMARA SUBMISSA, o moço que foi um dos coordenadores da campanha vitoriosa de  Márcia, soltou o verbo.



Em uma postagem fortemente recheada de ironias, Tony, como é mais conhecido não se furtou de dizer que “infelizmente existe pessoas que preferem partir (burramente) para um confronto desnecessário deixando de lado o mérito da crítica e, feito criança, tentando criar futricas com picuinhas bajulatórias que em nada acrescentam num debate sobre a cidade”.

Os vereadores foram os mais criticados na postagem do rapaz. Ele chamou os parlamentares de submissos a gestão e em um trecho da postagem disse: “acho que os vereadores não leram essa lei, se leram cometeram um ato de extrema irresponsabilidade ao aprová-la, pois essa lei abre brechas absurdas para a terceirização de serviços públicos e riscos para os servidores municipais (explico adiante). Será que os vereadores discutiram esse projeto, convocaram os servidores municipais, realizaram audiência pública, ou apenas receberam do poder executivo e aprovaram, mostrando toda sua submissão? ” Para logo depois alfinetar: “Pergunto apenas se leram, pois seria desleal perguntar se leram e entenderam”.

Mereceu destaque na postagem de Tony a citação do Vereador Malba de Jacumça, como sendo o único que voltou contra o projeto.

Para Tony, a lei permite que a prefeitura repasse serviços essenciais para a iniciativa privada. “O nome disso é Terceirização dos Serviços Públicos”, disse. De acordo com sua leitura do documento, apenas administração e finanças, estariam fora da abrangência da lei, mas as demais esferas estariam incluídas, podendo “simplesmente ser repassado para a iniciativa privada, desde que a gestão qualifique determinada entidade como "organização social" com um simples decreto do (a) Prefeito(a)”.

Na postagem ainda é questionada a ausência de previsão de processo licitatório para a contratação de empresas, bem como a fiscalização das empresas contratadas.

Ribeiro ainda afirmou que quando o Conde elegeu a atual prefeita fez isso para que ela governasse, e não para que ela entregasse a gestão de serviços públicos de saúde, educação, assistência social, infraestrutura e planejamento nas mãos de "organizações sociais". Para ele, o problema não é a gestão atual, que acredita na prefeita Márcia Lucena, mas que seu temor se dá no fato que os vereadores aprovaram, virou lei e que teme pelas furas gestões. Para Tony, se no futuro um gestor não tiver boa vontade poderá fazer da gestão um “escarcel”.



Da Redação

 




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