EXCLUSIVO: Vereador Marcos Farias fala sobre ameaças de morte. Diz que quer segurança e que não vai mudar de postura




O vereador  Marcos Farias (PC do B) da cidade de Santa Rita, que na noite de ontem postou vídeo no qual denuncia ataques que sofreu nas redes sociais e a ameaça de morte, quando segundo informou sua namorada foi abordada na última quinta-feira (27) na ruas da cidade, esteve sob mira de uma arma e ouviu as ameaças.

Na tarde de hoje (29), Marcos conversou por telefone com o CANAL DO POVO, trouxe mais detalhes sobre o ocorrido, e mais uma vez garantiu que não haverá mudança na sua postura parlamentar.

De acordo com Marcos, sua namorada ouviu que deveria se afastar dele, ou seria a primeira a morrer, pois era uma “briga de gente grande”.
Bastante firme e aparentemente muito tranquilo em seu modo de falar, o vereador falou inclusive sobre a relação política da Câmara com o governo municipal. De acordo com Marcos, em Santa Rita não há oposição ou situação, mas poderes que agem de modo independente e que aprovam ou reprovam pleitos da prefeitura, de acordo com o que for melhor para a cidade na ótica dos vereadores.
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CP - Vereador, no vídeo o senhor diz que sofreu ataques e suas redes sociais. Que tipo de ataques foram esses?

MARCOS - Eles iniciaram com calúnias né, difamações, por exemplo sempre querendo atingir a mim, mas sempre utilizando quem tá próximo, então a minha namorada que também é minha assessora. Ela é funcionária pública municipal, foi indicada por mim, mas tem um currículo muito bom, é formada em administração, tem MBA. Eu a indiquei para um cargo e nesse cargo ela adentrou em abril, trabalhou abril e maio na educação, porém Santa Rita passa por uma dificuldade financeira grande. Então no mês de abril eu falei: - você não vai receber, pois não temos recursos para esse mês, mas pagaremos tudo no mês de maio. Então quando juntou abril e maio foi pago. O salário dela era no valor de R$ 2000,00 e pagou R$ 4000,00. Foi assim que apareceu no SAGRES. Só que o salário era R$ 2000,00. Então ela passou, fez um trabalho na Educação que era o censo, e foi relocada para a Comunicação, com o salário de R$ 1500,00, só que pegaram no SAGRES aquele valor referente a dois meses e disseram que ela ganhava R$ 4000,00 porque era namorada do vereador e que não trabalhava. Começou por aí. Mesmo assim, era algo inexistente, eu nunca em quis responder porque eu tinha minha consciência tranquila e não tinha porque ficar respondendo nada em Facebook, principalmente de “fake”, que tem utilizado muito aqui em Santa Rita.

CP - E foi além disso?

MARCOS - Depois rackearam o Instagram dela, mas graças a Deus já conseguiu reorganizar novamente, voltou pra mão dela. E logo em seguida, na última quinta-feira foi esse ocorrido.

CP - Como aconteceu na quinta?

MARCOS - Foi uma ação muito bem articulada, sabendo os passos dela, sabendo o horário que ela saia da academia. E dois carros, também muito bem articulados, todos escuros com aqueles faróis de neon, que dá aquela iluminação maior. Um seguiu quando ela saiu da academia no horário de nove e meia da noite, o outro ficou aguardando na Senador José Américo, com a principal ali no centro de Santa Rita e quando ela adentrou na avenida, esse carro foi parou, atravessou na frente dela, para ela não bater, parou. O outro encostou atrás e apenas uma pessoa desceu, apenas para entregar um recado a ela, que era justamente essas ameaças.  Eles fizeram essas ameaças para ela e que repassasse para mim.

CP - Que tipo de ameaça?

MARCOS - Ameaça de morte!

CP - Mas como assim? Se o senhor não mudasse de postura?

MARCOS - Justamente. Ela teria que se afastar de mim, senão começaria por ela. E que ela me passasse o recado, que seria dessa maneira, porque isso era briga de gente grande.

CP - Por causa da sua atitude política ela seria a primeira a morrer. É isso?
MARCOS - Isso. Começaria por ela.

CP - Qual foi a reação após o episódio?

MARCOS - De quinta-feira para cá tomamos alguns cuidados. Procurei os meios legais, procurando ver as filmagens que tinha ao derredor da academia, as ruas que ela trafegou. E depois registramos o boletim de ocorrência para nos resguardar em relação a tudo isso.

CP - O senhor menciona no vídeo que acredita ser um crime político. Mas desconfia de alguém ou de algum grupo a quem poderia atribuir essa postura? Tem algum inimigo?

MARCOS - É... eu não tenho, nunca tive... minha vida pública que eu iniciei agora como vereador, exerci alguns cargos públicos em gestões passadas, mas sempre muito tranquilo, minha vida toda foi na área privada, sempre trabalhando em empresas. Por isso que essa minha metodologia de trabalhar tem me preparado para gerir as minhas atividades na vida pública. Então eu não tenho fora da política, eu não tenho, porém Santa Rita nós temos tido muitos problemas nessa parte política, de divergência de pensamentos, essas coisas. Quando se partiu esses ataques via redes sociais, então ali eu já somei que era cunho político. Então foi por isso que eu fiz essa, porque fora disso, da área política não tenho inimizada, nunca tive, graças a Deus.

CP - E no meio político?

MARCOS - No meio político tenho procurado ter essa sensibilidade, sempre unir, nunca espalhar, para que nós possamos recuperar a confiança das pessoas em relação aos políticos de nossa cidade. Aí vem os pensamentos. Eu penso diferente, minhas ações são diferentes. E claro que ninguém é obrigado a pensar diferente ou pensar igual ao meu, e seguir, porém a minha forma de trabalhar será sempre essa. Então os ataques que eu recebi anteriormente através das redes sociais eram de cunho político, por isso eu afirmei que essa ameaça veio de cunho político. E é isso que vai ser investigado, já está sendo investigado e esperamos que a polícia possa chegar em que está por trás de tudo isso.

CP - Mas o senhor não apontou possíveis culpados?

MARCOS - Não, não, não, eu não tenho. Eu não tenho! Foram apenas pelos ataques que foram orquestrados em relação a mim nas redes sociais que eram de cunho político. Agora quem está por trás realmente eu não sei. Estamos tentando né, junto com a polícia, com essas imagens que estamos repassando, se vai verificar se consegue pegar placa de carro, alguma coisa pra poder um caminho a trilhar com mais segurança.

CP - O senhor acredita que o objetivo desses ataques é lhe fazer mudar. Qual será postura parlamentar?

MARCOS - A minha postura será a mesma. Quando eu decidi entrar na vida pública, principalmente em minha cidade, todos acompanharam, esses quatro anos foram muito difíceis, nós sabíamos também dos riscos que estamos expostos... Mas minha postura na Câmara será a mesma, da mesma forma que trabalhei esses seis meses, vamos intensificar esses demais meses para concluir o ano e os três anos seguintes. Minha forma de atuar será a mesma, não mudarei meu posicionamento em hipótese alguma.

CP - Sobre a segurança, alguma providência foi tomada?

MARCOS - Minha preocupação maior, por isso que eu vim a público, e tenho pedido esse reforço todo, possivelmente estarei tentando uma audiência com o secretário de Segurança Pública do Estado, agora na próxima semana, pois minha preocupação maior é minha família. Então graças a Deus temos tido essa garantia né através da justiça. Temos tido algumas precauções também familiar. Ontem já reuni a família.

CP - E como está sua namorada?

MARCOS - Foi muito difícil para ela. Inclusive nas imagens nós conseguimos ver a diferença do espaço de tempo que ela ficou parada se reestabelecendo para poder chegar em casa, porque uma hora daquela debaixo de chuva, um susto daquele, com uma arma na mão, poderia ter ocorrido algo com ela, sequestrado ou tirado a própria vida dela. Não foi tão fácil. Então a nossa preocupação é essa, mas temos tido esse cuidado, recebemos muita força dos amigos.  Por se tornar público, outras pessoas que nos conhecem, nós não estaremos sozinhos na rua, onde quer que estejamos pessoas que nos conhecem estarão sabendo.

CP - Politicamente, o senhor hoje é situação em Santa Rita?


MARCOS - Em Santa Rita não existe situação ou oposição. Os dezenove vereadores, até então têm apoiado as ações, têm aprovado o que deve ser aprovado, mas de forma independente. Os projetos que chegam são analisados, bem avaliados, discutidos antes de colocar em plenário, e tudo que foi aprovado foi em consenso da maioria e o que reprovado também foi, desde o início do ano. Então, no momento não existe situação nem oposição na cidade. Ao menos nos primeiros seis meses foi desse jeito.





Da Redação Ricardo CACO Pereira

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